domingo, 13 de novembro de 2011

Síndromes que acompanham a leucopenia

Síndromes que acompanham a leucopenia
A princípio, qualquer medicamento ou elemento com princípio ativo pode levar à leucopenia. Contudo, deve-se ressaltar a leucopenia ocupacional, que tem como responsável o benzeno ou seus derivados, que são elementos tóxicos para a medula óssea. É chamada de "ocupacional", visto que o benzeno é usado em refinarias, postos de gasolina etc.
A leucopenia ocupacional corresponde a uma das causas mais freqüentes de afastamento de trabalho, sobretudo os que envolvem substâncias químicas, ingeridas, manuseadas ou inaladas, como querosene, gasolina, inseticida, tintas e redutores, ou agentes físicos (radiação ionizante).
Já o benzenismo é um estado, agudo ou crônico, de intoxicação pelo benzeno, que leva a alterações de diversos sistemas e tecidos, pele, sistema nervoso, aparelho respiratório, sistema imunológico, genético, hematopoético, que podem ocorrer isoladamente ou em associação. A leucopenia é a manifestação hematológica mais freqüente de comprometimento pelo benzeno, constituindo-se, por vezes, em situações clínicas de difícil diagnóstico.
Existem, ainda, as falsas leucopenias, leucopenias constitucionais ou raciais, que correspondem a uma das principais causas de encaminhamento de pacientes e indivíduos sadios ao hematologista. São diversos os fatores que desencadeiam tais síndromes.
Entre os fatores naturais que interferem no número de leucócitos, destaca-se a variação racial. Os valores considerados normais para o leucócito no organismo são diferentes entre pessoas de cor branca, de cor negra e outras etnias. Desta forma, o número de leucócitos deveria ser norteado por parâmetros próprios. Na ausência de valores formalmente estabelecidos e divulgados, cabe ao hematologista uma conclusão para cada caso isoladamente.
Do ponto-de-vista prático, caso a leucometria normal do indivíduo seja desconhecida, admite-se como "constitucional" toda leucopenia persistente e constante, que, após ampla investigação, não tenha nenhuma causa reativa apontada. Uma investigação com familiares diretos do indivíduo em questão pode ser útil.
É possível prevenir
Algumas práticas consideradas rotineiras e inocentes devem ser sempre motivo de atenção, como a exposição a inseticidas, pesticidas, tintas e demais compostos químicos. É importante a leitura das recomendações dos fabricantes, seguindo rigorosamente as orientações fornecidas.
Também deve-se evitar, também, a ingestão abusiva de álcool. O uso de bebidas desse tipo, sobretudo diariamente, pode levar, entre outros efeitos, à leucopenia. A auto-medicação não é aconselhada, uma vez que alguns medicamentos podem levar à síndrome.
É importante entender que, na maioria dos casos, a recuperação da leucopenia acompanha o tratamento das causas. Dessa forma, se a causa for constitucional, não cabe qualquer tratamento, visto que é uma "falsa leucopenia".
Por outro lado, as leucopenias devidas a viroses, devem ser acompanhadas, pois costumam ser temporárias, corrigindo-se após a resolução das mesmas. Já as que acompanham as doenças crônicas evoluem igualmente, e o tratamento depende da doença de base.
Leucopenias de origem hematológica são tratadas no Hemorio. No entanto, se o indivíduo é portador de leucopenia secundária a outras enfermidades, deve receber tratamento específico para sua doença de base, não necessariamente hematológica. Por exemplo, o tratamento da leucopenia secundária ao uso de antiinflamatórios tem o tratamento indicado. Da mesma forma, o tratamento bem sucedido da leucemia tende a reverter a leucopenia causada por essa enfermidade. E assim sucessivamente.
Contudo, diante de um paciente leucopênico, algumas orientações devem ser feitas: evitar o uso de medicamentos do grupo dos antiinflamatórios não-hormonais, analgésicos do grupo de dipirona e a auto-medicação.
O Hemorio participou ativamente da elaboração da Norma de Vigilância dos Trabalhadores Expostos ao Benzeno, do Ministério da Saúde, publicada em abril de 2004, com o objetivo de oferecer recomendações para o diagnóstico e vigilância do benzenismo ocupacional.
Para a diretora técnica do Hemorio, Vera Marra, uma das colaboradoras da Norma, a o médico não deve desprezar nenhum fator causador da leucopenia, inclusive as questões sociais.
- A leucopenia comporta vários olhares. Sem dúvida, o olhar médico é prioritário, mas não podemos deixar de reconhecer que o tema também nos remete à questão trabalhista, difícil de ser solucionada. Cabe ao médico não desprezar nenhum fator, tendo em vista a considerável prevalência da leucopenia, em nosso meio e, sobre tudo, a relevância de suas conseqüências no cenário médico e social do país.
Números e histórico O registro de casos de intoxicação por benzeno no Brasil é relativamente baixo e impreciso, devido às dificuldades diagnósticas e a subnotificação dos casos. A falta de valores nacionais de referência no número de leucócitos é outro fator complicador, que, associado à miscigenação racial, contribui de maneira inequívoca para a falta de nitidez do problema no país.

Conhecendo a Leucopemia

Conhecendo a Leucopemia
Leucopenia não é considerada uma doença, mas a redução do número de leucócitos no sangue indicada no exame de sangue completo, o hemograma. Os leucócitos atuam basicamente no combate a infecções. Essa redução pode ser causada por uma doença, mas pode, também, se apresentar em indivíduos sadios, sendo nesse caso, chamada de "falsa leucopenia".
Inúmeras doenças podem ser a causa da redução dos leucócitos: viroses comuns, como gripe, mononucleose, hepatite, leucemias, linfomas e a aplasia ou hipoplasia da medula óssea. A leucopenia também pode ter origem tóxica, causando a inibição da formação de leucócitos pela medula óssea por elementos chamados leucopenizantes - compostos químicos, como certos medicamentos, quimioterapia e álcool.
Não existe um sintoma específico. No entanto, níveis muito baixos de leucócitos podem levar a mais propensão a infecções. Felizmente, essa é uma situação raramente observada.
Qualquer laboratório de patologia está apto a identificar pacientes com leucopenia, pois a contagem de leucócitos faz parte do hemograma.

Hematopoese

Hematopoese é o processo de formação, maturação e liberação no organismo das células sanguíneas. Elas são produzidas no bao, timo, nos gânglios linfáticos e medula óssea. Neste último caso, o tecido que produz as células é denominado mielide, e nos demais linfide.
As células produzidas pelo tecido linfide são os plasmácitos e os linfícitos. Ambos são muito importantes para o organismo humano, pois são responsáveis pelo sistema de defesa do organismo, detectando as invases por células estranhas a ele e combatem o invasor.
Por sua vez, o tecido mielide produz, além dos leucócitos, hemácias e plaquetas. Suas funções também são essenciais para o organismo: as hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para todo o corpo e as plaquetas agem no processo de coagulação sanguínea.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

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Efeitos nos demais órgãos do corpo humano

Ainda concomitante à escassez de oxigênio no corpo pelo fracasso no transporte para as células, e a sobrecarga no baço e no fígado pelas hemácias+CO eliminadas pelo órgão, o corpo sofre. Os rins têm que trabalhar excessivamente para garantir maior pureza no sangue e em todo o sistema; os pulmões se tornam sobrecarregados pelo trabalho excessivo do coração que tem que bater mais e mais rápido, para garantir um fluxo melhor de oxigênio e também para dominar a anemia.
O coração se torna maior com o excesso de trabalho, trazendo líquidos aos pulmões, que se tornam carregados, provocando má respiração, bronquites e prejudicando ainda mais a ventilação do organismo, com outros distúrbios também como gástricos e intestinais.
E, ao final, o cérebro, com pouca carga de oxigênio, fica falho e ocorrem problemas mais sérios, como falta de memória, distúrbios de sono, nervosismo, ansiedade - a chamada síndrome do pânico; e, ao final, o organismo pode se ver inteiramente colapsado.

Consequências da inalação de monóxido de carbono em excesso

Ao chegar ao baço e também ao fígado, as hemácias "velhas" são eliminadas e o organismo cria novas hemácias, assim ficando livre do que já não serve mais. O baço seria como a lixeira do sangue, onde as hemácias já envelhecidas e sem uso são descartadas do organismo.
As hemácias se desprendem facilmente das moléculas de oxigênio quando este chega aos pulmões. Só que, quando há a introdução de Monóxido de carbono no organismo, as hemácias se unem às moléculas desse gás tóxico que é inalado todos os dias por nós.
Aquando ligadas às moléculas de monóxido de carbono, as hemácias se unem a elas permanentemente, e não conseguem mais se desprender (a ponte molecular é muito forte), ficando impossibilitadas de servirem ao transporte do oxigênio. O oxigênio então fica solto no sangue e não consegue atingir as células que necessitam de sua energia para continuarem vivas. O monóxido de carbono, estando em excesso como está atualmente na atmosfera, é inalado, sendo um grande "capturador" de hemácias, faz com que o transporte de oxigênio no corpo fica prejudicado à nível celular em todo o corpo do indivíduo.
As hemácias presas ao monóxido de carbono tornam-se inúteis no organismo, e são transportadas para o baço e ao fígado, para serem eliminadas, pois o organismo passou a "entendê-las" como inimigas. Por serem em número maior do que poderiam ser eliminadas normalmente, esse excesso de hemácias mortas causa uma sobrecarga no baço e no fígado, provocando seu mal-funcionamento, pois que eles não conseguem eliminar esse número tão elevado de hemácias diariamente. E elas se acumulam, enquanto o fluxo de oxigênio no sangue é prejudicado pela escassez de hemácias "boas", livres do monóxido, ou mesmo hemácias novas, que não são produzidas com a rapidez e qualidade que o organismo exposto à alta concentração de monóxido de carbono necessita.
O excesso de "morte" de hemácias e a incapacidade de produção de um número tão grande para reposição de hemácias no corpo provocam uma forma de anemia crônica.

Tratamentos

Tratamento
A transfusão de sangue é o modo mais direto de uso terapêutico de sangue. Ele é obtido através da doação de sangue. Como existem diferentes tipos de sangue, e a transfusão de um tipo errado pode causar muitas complicações no receptor, são feitos exames de compatibilidade.
Outros produtos do sangue administrados intravenosamente são as plaquetas, plasma sanguíneo e concentrados de fator de coagulação específicos.
Muitas formas de medicação (dos antibióticos à quimioterapia) são administradas intravenosamente, já que elas não podem ser prontamente ou adequadamente absorvidas pelo trato digestivo.
Como dito acima, algumas doenças ainda são tratadas com a remoção de sangue da circulação.